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A CONTRIBUIÇÃO DO CONTABILISTA PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Enviado por Werno Herckert



 

 

AUTORIA: Maria Elisabeth Pereira Kraemer

 

Contadora, CRC/SC nº 11.170, Professora e integrante da Equipe de Ensino e Avaliação na Pró-Reitoria de Ensino da UNIVALI – Universidade do Vale do Itajaí. Mestre em Relações Econômicas Sociais e Internacionais pela Universidade do Minho-Portugal. Doutoranda em Ciências Empresariais pela Universidade do Museu Social da Argentina. Integrante da Corrente Científica Brasileira do Neopatrimonialismo e da ACIN – Associação Científica Internacional Neopatrimonialista.

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4.1 – Desenvolvimento sustentável e contabilidade – princípios da Global Reporting Initiative (GRI)

A Iniciativa de Relatório Global (GRI) é um acordo internacional, criado com uma visão de longo prazo, multi-stakeholder, cuja missão é elaborar e difundir as Diretrizes para elaboração de relatórios de Sustentabilidade aplicáveis globalmente e voluntariamente, pelas Organizações que desejam dar informação sobre os aspectos econômicos, ambientais e sociais das suas atividades, produtos e serviços.

As Diretrizes para a elaboração dos Relatórios de Sustentabilidade abordam os três elementos interrelacionados da Sustentabilidade tal como se aplicam a uma organização.

Econômicos – inclui, por exemplo, os gastos e benefícios, produtividade do trabalho, criação de emprego, despesas em serviços externos, despesas em investigação e desenvolvimento, e investimentos em educação e outras formas de capital humano.

Ambientais – inclui, por exemplo, impactos dos processos, produtos e serviços no ar, água, solo, biodiversidade e saúde humana.

Sociais – inclui, por exemplo a saúde e segurança ocupacionais, estabilidade do empregado, direitos trabalhistas, direitos humanos, salários e condições de trabalho nas operações externas.

Estas Diretrizes fornecem um enquadramento para apresentar os relatórios de sustentabilidade, promovendo as possibilidades de comparação entre diferentes organizações ao mesmo tempo que reconhece a utilidade de compilar e apresentar a informação. As Diretrizes compreendem 4 partes:

® introdução e orientação geral – informação básica para compreender a necessidade e a natureza da GRI, assim como linhas gerais sobre a concepção e aplicabilidade das Diretrizes;

® princípios e métodos para a elaboração de Relatórios de Sustentabilidade – aspectos fundamentais, conceitos e práticas que promovem o rigor, a comparabilidade, e a fiabilidade na elaboração dos relatórios;

® conteúdo do Relatório da Sustentabilidade – enquadramento para estruturar um relatório GRI, conteúdo específico e conselhos para completar as várias partes do relatório;

® anexos – orientação adicional e recursos para utilizar as Diretrizes.

A GRI visa ajudar as organizações a elaborar os relatórios de modo a que:

® apresentem uma visão clara do impacto ecológico e humano da empresa, para apoiar a tomada de decisões fundamentadas quanto a investimentos, compras e possíveis alianças;

® proporcionem, às partes interessadas (stakeholders), informação credível que seja relevante para as suas necessidades e interesses e que convide a um maior diálogo e informação com as partes interessadas;

® proporcionem uma ferramenta de gestão para apoiar a organização na avaliação e melhoria contínua do seu desempenho e progresso;

® respeitem critérios externos já estabelecidos e comumente aceitos para elaboração de relatórios e os apliquem consistentemente nos sucessivos períodos informativos para garantir transparência e credibilidade;

® se apresentem num formato que seja facilmente compreensível e que facilite a comparação com Relatórios de Sustentabilidade de outras organizações;

® complementem, e não substituam, outras formas de comunicação, incluindo financeira;

® ilustrem a relação entre os três elementos da Sustentabilidade – econômico, ambiental e social.

A GRI é uma ferramenta valiosa no processo de tomada de decisões a três níveis:

® a nível operacional, as Diretrizes proporcionam uma estrutura lógica para aplicar o conceito de sustentabilidade ao funcionamento, serviços e produtos das organizações. Também dá orientação quanto à criação de sistemas de recolha de dados e informação para estimular e controlar os progressos em relação a objetivos econômicos, ambientais e sociais;

® a nível do Conselho de Administração, as Diretrizes são um veículo interno para avaliar a consistência entre as políticas e o desempenho atual em termos econômico, ambiental e social da organização. Conseguir uma maior uniformidade na elaboração dos relatórios mediante a utilização das Diretrizes ajudará as organizações a compararem-se com outras e a serem reconhecidas para melhoria contínua do seu desempenho;

® de um ponto de vista de comunicação empresarial, as Diretrizes constituem um marco para promover efetivamente um diálogo e um intercâmbio de informação com as partes interessadas internas e externas, relacionados com os benefícios e desafios das empresas para atingir os seus objetivos.

A medida que a maioria das empresas decidam adotar as Diretrizes, as oportunidades de comparar o desempenho dentro e através de setores e países reforçarão a capacidade das partes interessantes para impulsionar contínuos progressos nas práticas empresarias compatíveis com a Sustentabilidade.

A GRI inclui hipóteses e características qualitativas da informação sobre sustentabilidade análogas as das contábeis. Deste modo, os princípios de informação da GRI se estruturam em cinco partes: hipóteses subjacentes, características qualitativas, classificação de elementos, indicadores e políticas de informação. Os princípios subjacentes e as características qualitativas da informação sobre a sustentabilidade da organização aparecem no quadro 1.

Quadro 1 – Princípios subjacentes e características qualitativas da informação sobre sustentabilidade

 

PRINCÍPIOS OU HIPÓTESES SUBJACENTES

Entidade

Deve ampliar seus limites contábeis para compilar o efeito completo de seus produtos ou serviços.

Alcance

Compilar os aspectos econômicos, sociais e ambientais, assim como integrá-los.

Período informativo

A informação deve proporcionar-se no período em que se produza o efeito.

Empresa em funcionamento

A continuidade da empresa é função de aspectos econômicos, sociais e ambientais.

Conservadorismo

A informação não deve proporcionar uma imagem otimista acerca da sustentabilidade da empresa.

Materialidade

Proporcionar informação sobre ações relevantes para a empresa e seusstakeholders.

 

CARACTERÍSTICAS QUALITATIVAS

Relevância

Resposta aos interesses e necessidades dos partícipes.

Fiabilidade

Descrição válida das ações: objetiva e lógica

Neutralidade: aspectos positivos e negativos

Integridade: efeitos diretos e indiretos

Prudência: sobre aspectos positivos e negativos

Clareza

Dirigido a stakeholders com conhecimentos básicos nos três aspectos.

Comparabilidade

A informação deve ser comparável ao longo de vários períodos e entre diferentes organizações.

Oportunidade

Arbitrar meios para comunicar as ações em função de seu impacto (acidentes ecológicos).

Verificabilidade

A informação deve ser suscetível de verificação.

Fonte: González & Abadía (2002)

Quanto ao princípio de alcance, o informe deve expressar de forma clara que temas têm cobertura entre os que propõem a GRI: ambiental, econômico e social.

O princípio da importância relativa requer interação com o consenso dos stakeholders ou partícipes da empresa. A relevância da informação também se determina tendo em conta os interesses e as necessidades dos diferentes partícipes.

A fiabilidade da informação requer que esta seja exata, completa e neutra. A informação é completa na medida que o informe não omite nenhum aspecto dentre os propostos para cada dimensão da sustentabilidade, especialmente aqueles que mostram uma imagem menos favorecedora para a empresa.

O conteúdo dos informes de sustentabilidade se estrutura de acordo com uma hierarquia que começa com a definição de categorias, ou áreas extensas, sobre questões econômicas, sociais ou ambientais de interesses para os partícipes. A figura 3 apresenta um esboço da maneira em que a GRI estrutura a informação e apresenta seu informe de sustentabilidade. No aspecto social, se distingue neste documento as categorias “condições de trabalho”, “direitos humanos”, “fornecedores” e “produtos e serviços”. Os aspectos estão relacionados com as categorias, podendo uma categoria incluir vários aspectos. Dentro dos direitos humanos, a GRI distingue entre os seguintes aspectos: geral, direitos dos povos indígenas e segurança. Estes indicadores permitirão proporcionar informação, normalmente quantitativa, sobre os diferentes aspectos, podendo desenvolver, nestes, diferentes indicadores.

As Directrizes GRI contêm recomendações para a avaliação da sustentabilidade, contemplando indicadores de desempenho agrupados em três secções, abrangendo as dimensões econômica, ambiental e social. A GRI estabeleceu uma hierarquia de elementos de informação para cada uma das dimensões da sustentabilidade, observando três níveis:

 Categorias – áreas ou agrupamentos das questões econômicas, ambientais ou sociais que afetam as partes interessadas.

√ Aspectos – elementos relacionados com uma categoria específica. Uma dada categoria pode conter vários aspectos.

√ Indicadores – valores específicos de um aspecto concreto que possam ser utilizados para acompanhar e demonstrar o desempenho. A GRI admite que os indicadores possam ser quantitativos ou qualitativos.

Os indicadores para a elaboração dos relatórios abordam os três elementos inter-relacionados da sustentabilidade, tal como se aplicam a uma organização, como segue no quadro 2

Quadro 2 – Elementos e indicadores

 

 

Econômico

Inclui, por exemplo, os gastos e benefícios, produtividade no trabalho, criação de emprego, despesas em serviços externos, despesas em investigação e desenvolvimento, investimentos em educação e outras formas de capital humano. O aspecto econômico inclui, embora não se limite só a ele, a informação financeira e respectivas declarações.

Ambiental

Inclui, por exemplo, impacto dos processos, produtos, serviços no ar, água, solo, biodiversidade e saúde humana.

 

Social

Inclui, por exemplo, o tratamento que se dá aos grupos minoritários e às mulheres, o trabalho feito em favor dos menores, a saúde e segurança ocupacionais, estabilidade do empregado, direito trabalhista, direitos humanos, salários e condições de trabalho nas relações externas.

Fonte:http://www.globalreporting.org

O GRI é um marco para a comunicação (externa) de informação para as empresas, no que diz respeito a:

 suas atuações para melhorar a sustentabilidade;

 os resultados destas atuações.

5 – Os desafios do profissional contábil no terceiro milênio – século do conhecimento, sabedoria e da responsabilidade social

O mercado está, a cada dia, mais competitivo. Para atender essa nova demanda do mercado consumidor da Contabilidade, nesta era da informação, do conhecimento, das novas tecnologias, ao profissional contábil também impera o compromisso social, nos meios de comunicação, de veicular informação, traduzi-la, explicando-a sociedade, muitas vezes, leiga.

Com o tempo, o leque de usuários dessas informações cresceu de tal forma que se já tornou difícil delimitar os próprios objetivos da Contabilidade. Para Filho (2000), atualmente, na chamada Sociedade do Conhecimento, em que as organizações são consideradas sob uma dimensão sistêmica e a informação constitui a matéria-prima principal do sucesso, importantes questionamentos são levantados sobre o futuro da Contabilidade. De que forma ela poderá continuar contribuindo para o desenvolvimento social? Que tipo de eventos estará registrando o futuro? Quais seriam os seus objetivos numa sociedade moderna? Como deverá se comunicar com os usuários e quem serão eles.

Outro aspecto relevante a abordar das novas tendências da contabilidade é o impacto da Tecnologia da Informação que pode contribuir de forma ampla com a utilidade das informações contábeis. Esse progresso das mudanças foi tão rápido que, como profissionais, corremos o risco de ficar para trás. Franco (1999), diz que Tecnologia da Informação é mais do que computadores. Ela exige que os contadores estejam cientes das muitas formas como a informação está sendo compilada, analisada e transmitida.

Para Sá (2001), as exigências sociais e ambientais, aquelas do mercado, a luta imperialista, a velocidade extrema das comunicações, o progresso espantoso no processo da informação, as aplicações científicas cada vez mais ousadas em quase todos os ramos do saber humano, foram os fatores que inspiraram as modificações conceituais, também em Contabilidade.

Hoje, a Contabilidade mede somente os elementos que possuem preço. Conforme Gray (2003), a maioria desses elementos ambientais não carrega rótulo de preço e pode, portanto, ser ignorado. O mesmo autor diz que a primeira tarefa da contabilidade é compreender melhor este processo e os processos sociais relacionados. A segunda é buscar formas através das quais a Contabilidade possa ser ajustada dentro da atual ortodoxia, visando encorajar maior interação social e ambiental benigna.

Empresas que promovam agressões contra o meio ambiente ou atentem contra os direitos humanos certamente sofrerão grandes dificuldades para competir em mercados globalizados ou então serão definitivamente banidas. Tudo isso expressa uma tendência de que a informação contábil assumirá maior significado do ponto de vista social e que ela será exigida a revelar eventos passíveis de alterar comportamentos em níveis mais amplos, podendo realmente influenciar o destino das empresas. Neste caso é provável que as demonstrações contábeis convencionais não satisfaçam esses objetivos sendo necessários instrumentos mais adequados utilizados para aperfeiçoar o processo de comunicação entre o mundo das empresas e a sociedade onde elas atuam. Para Filho (2000), uma das alternativas seria o Balanço Social, cuja finalidade é divulgar um conjunto de informações sobre o desempenho sócio-econômico da empresa e também a respeito de seu relacionamento com a sociedade.

A Contabilidade, importante ramo do conhecimento humano, ainda não tem dado o destaque necessário e cabível ao tema meio ambiente, como já ocorre em outras áreas. Porém, cabe destacar, que apesar de pequeno, em relação aos demais assuntos tratados na área Contábil, há autores e pesquisadores que vêm examinando as repercussões de impactos ambientais nas organizações e de que forma elas estão geridas e controladas.

Os recursos produtivos que antes se concentravam fortemente em ativos tangíveis, como matérias-primas, máquinas e equipamentos, estão cedendo lugar a fatores que realmente agregam valor e fazem a diferença na qualidade dos produtos e serviços, como o conhecimento, as informações, recursos humanos, tecnologias, etc., e isto são consideradas questões complexas para contabilidade mensurar e reconhecer esses ativos intangíveis.

Este problema Filho (2000) diz que tem acarretado desejo dos usuários das informações contábeis, principalmente os investidos, que a Contabilidade aprimore urgentemente os seus mecanismos de mensuração, a fim de que os demonstrativos contábeis possam evidenciar com maior abrangência o potencial econômico das entidades.

Para um cargo que exige tanta responsabilidade, Cabello & Martinello (2002) dizem que é necessário um profissional altamente qualificado, com boa formação acadêmica, grande conhecimento em economia, administração, contabilidade e, também, bem informado sobre as atualidades.

Para Marion (2003), um profissional da área contábil é um agente de mudanças, e como tal este profissional deve mostrar suas diversas habilidades. O contador é o “anjo-da-guarda” de uma empresa, tornando-se seu profundo conhecedor, podendo desta forma atuar em sua continuidade e crescimento.

O contador segundo Nasi (1994) deve estar no centro e na liderança deste processo, pois, do contrário, seu lugar vai ser ocupado por outro profissional. O contador deve saber comunicar-se com as outras áreas da empresa. Para tanto, não pode ficar com os conhecimentos restritos aos temas contábeis e fiscais. O contador deve ter formação cultural acima da média, inteirando-se do que acontece ao seu redor, na sua comunidade, no seu Estado, no seu País e no mundo. O contador deve ter um comportamento ético-profissional inquestionável. O contador deve participar de eventos destinados à sua permanente atualização profissional. O contador deve estar consciente de sua responsabilidade social e profissional.

Assim, os contabilistas têm que atuar nesse novo ambiente, que exige informações úteis completas e corretas e em curto espaço de tempo. Seu papel também deve passar por transformações de modo a tornar-se compatível com os novos tempos. Deve ter competência para compreender ações, analisando criticamente as organizações, antecipando e promovendo suas transformações, compreensão da necessidade do contínuo aperfeiçoamento profissional.

As modificações que estão ocorrendo e que alcançam a cultura contábil, de acordo com Sá (2003), são:

® avanço prodigioso da informática;

®  internacionalização dos mercados e que imprimem modificações nos procedimentos de concorrência através de preços e qualidade;

®  declínio considerável da ética e da moral;

®  facilidade extrema da comunicação;

®  relevância dos aspectos sociais;

®  abusiva concentração da riqueza;

® aumento considerável dos índices de miséria;

®  progressiva dilatação das áreas de mercados comuns;

®  avanço considerável das tecnologias e da ciência;

®  necessidade de preservar o planeta em suas condições ecológicas;

®  grandes esforços de harmonização de princípios e normas.

Todos esses fatores ambientais em relação à vida do patrimônio das células sociais, passaram a exigir comportamentos dos estudos contábeis em outros níveis, forçando, especialmente, uma visão holística. O contabilista de nossos dias não pode confinar-se mais, em matéria de conhecimento, a simples técnicas de registros e demonstrações, como agente passivo na execução de seus trabalhos.

6 - CONCLUSÃO

A exploração da biosfera pelo homem ameaça hoje a sua própria existência e delicado equilíbrio. Ao longo das últimas décadas, as pressões sobre o ambiente global tornaram-se auto-evidentes, fazendo erguer uma voz comum pelo desenvolvimento sustentável. Essa estratégia requer um novo enquadramento mental e novo conjuntos de valores.

A educação é essencial à promoção de tais valores e para aumentar as capacidades das pessoas de enfrentar as questões ambientais e de desenvolvimento. A educação a todos os níveis, especialmente a educação universitária para a formação de gestores e professores, deve ser orientada para o desenvolvimento sustentável e forjar atitudes, padrões de capacidade e comportamento ambientalmente conscientes, tal como um sentido de responsabilidade ética.

O mercado não mais aceita o descaso no tratamento dos recursos naturais. Os consumidores estão interessados em produtos limpos. A legislação torna-se mais rígida imputando sanções aos infratores, obrigando as empresas a encarar com seriedade e responsabilidade a variável ambiental em sua estratégia operacional.

Portanto, a Contabilidade não pode mais ignorar os problemas ambientais e sociais, porque ela forma um elo de ligação entre as empresas e a comunidade. A contabilidade vai despertar o interesse para as questões ambientais, ajudando a classe empresarial a implementar, em sua gestão empresarial a variável ambiental, não apenas para constar na legislação, mas por uma verdadeira conscientização ecológica.

O contador, como menciona Sá (2002), precisa comparecer nesse novo cenário, com disposição e competências necessárias para cooperar com a preservação do planeta, prosperidade das sociedades e valorização do homem. Deverá ser o agente capaz de disseminar a responsabilidade social na sua organização e nas empresas a quem presta serviços. É ele o detentor de informações ricas e privilegiadas, e capaz de influenciar positivamente as organizações e contribuir para a tomada de decisões.

 

REFERÊNCIAS

CABELLO, G. MARTINELLO, C. C. Contador: formação e atuação profissional. In. CONGRESSO USP CONTROLADORIA E CONTABILIDADE3., 2002, São Paulo. Anais do 3 Congresso USP Controladoria e Contabilidade.São Paulo - SP, 2002.

 

CAPRA, F. As conexões ocultas. Ciência para uma vida sustentável. São Paulo: Ed. Cultrix, 2002.

 

FILHO, J. M. D. Perspectivas e tendências da contabilidade para o século XXI. In. CONGRESSO BRASILEIRO DE CONTABILIDADE16., 2000, Goiânia. Anais do XVI Congresso Brasileiro de Contabilidade. Goiana: GO, 2000.

 

FRANCO, H. A contabilidade na era da globalização. São Paulo: Atlas, 1999.

 

GONZÁLEZ, C. L. ABADÍA, J. M. M. Global Reporting Iniciative: Contabilidad y Sostenibilidad. Revista Partida Doble. n. 135, p. 80-87, jul/ago. 2002. www.partidadoble.esAcesso em 15 de junho de 2003.

 

GRAY, R. Responsabilidade, sustentabilidade e contabilidade social e ambiental: o setor corporativo pode se pronunciar?http://www.gla.ac.uk  acesso em 23 de fevereiro de 2003.

 

KORNHAUSER, A. Criar oportunidades. Educação um tesouro a descobrir. 6. ed.. São Paulo: Cortez; Brasília, DF: MEC: UNESCO, 2001.

 

MAYOR, F. Preparar um futuro viável: ensino superior e desenvolvimento sustentável. InConferência mundial sobre o ensino superior. Tendências de educação superior para o século XXI. Anais da Conferência Mundial do Ensino Superior. Paris: 1998.

 

MARION, J. C. SANTOS, M. C. Op erfil do futuro profissional e sua responsabilidade social. www.crcpr.org.br. Acesso em 20 de março de 2003.

 

MATURANA, H. Emoções e linguagem na educação e na política. Tradução de Fernando Campos Fortes. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1998.

 

MORIN, E. Os sete saberes necessários à educação do futurowww.centrorefeducacional,pro.br. Acesso em 25 agos/2003.

 

NASI, A, C,  A contabilidade como instrumento de informação, decisão e controle de gestão. Revista Brasileira de Contabilidade. Brasília, Ano 23, nº 77, abril/jun 1994.

 

SÁ, A. L. A função social do contabilista. Revista Mineira de Contabilidade. Belo Horizonte, MG: n. 3, p. 24-27, abr/mai/jun.2001.

 

SÁ, A. L. A nova realidade contábil e a concepção científica do neopatrimonialismo como ação intelectual além da inteligência artificial. Revista Brasileira de Contabilidade. Brasília, DF: ano 31, n. 133, p.47-55, jan/fev.2002.

 

SÁ, A. L. As grandes modificações do século que influem sobre a contabilidadewww.sindicont-rio.org.br. Acesso 09 de setembro de 2003.

 

www.globalreporting.org. Acesso em 15 de maio de 2003





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