4.1 – Desenvolvimento sustentável e
contabilidade – princípios da Global Reporting Initiative (GRI)
A Iniciativa de Relatório Global (GRI) é
um acordo internacional, criado com uma visão de longo prazo, multi-stakeholder,
cuja missão é elaborar e difundir as Diretrizes para elaboração de
relatórios de Sustentabilidade aplicáveis globalmente e voluntariamente,
pelas Organizações que desejam dar informação sobre os aspectos
econômicos, ambientais e sociais das suas atividades, produtos e serviços.
As Diretrizes para a elaboração dos
Relatórios de Sustentabilidade abordam os três elementos interrelacionados
da Sustentabilidade tal como se aplicam a uma organização.
Econômicos
– inclui, por exemplo, os gastos e benefícios,
produtividade do trabalho, criação de emprego, despesas em serviços
externos, despesas em investigação e desenvolvimento, e investimentos em
educação e outras formas de capital humano.
Ambientais
– inclui, por exemplo, impactos dos processos, produtos e serviços no ar,
água, solo, biodiversidade e saúde humana.
Sociais
– inclui, por exemplo a saúde e segurança ocupacionais, estabilidade do
empregado, direitos trabalhistas, direitos humanos, salários e condições
de trabalho nas operações externas.
Estas Diretrizes fornecem um
enquadramento para apresentar os relatórios de sustentabilidade,
promovendo as possibilidades de comparação entre diferentes organizações
ao mesmo tempo que reconhece a utilidade de compilar e apresentar a
informação. As Diretrizes compreendem 4 partes:
®
introdução e orientação geral – informação
básica para compreender a necessidade e a natureza da GRI, assim como
linhas gerais sobre a concepção e aplicabilidade das Diretrizes;
®
princípios e métodos para a elaboração de Relatórios de Sustentabilidade –
aspectos fundamentais, conceitos e práticas
que promovem o rigor, a comparabilidade, e a fiabilidade na elaboração dos
relatórios;
®
conteúdo do Relatório da Sustentabilidade –
enquadramento para estruturar um relatório GRI, conteúdo específico e
conselhos para completar as várias partes do relatório;
®
anexos – orientação adicional e recursos
para utilizar as Diretrizes.
A GRI visa ajudar as organizações a
elaborar os relatórios de modo a que:
®
apresentem uma visão clara do impacto ecológico e humano da empresa, para
apoiar a tomada de decisões fundamentadas quanto a investimentos, compras
e possíveis alianças;
®
proporcionem, às partes interessadas (stakeholders),
informação credível que seja relevante para as suas necessidades e
interesses e que convide a um maior diálogo e informação com as partes
interessadas;
®
proporcionem uma ferramenta de gestão para
apoiar a organização na avaliação e melhoria contínua do seu desempenho e
progresso;
®
respeitem critérios externos já
estabelecidos e comumente aceitos para elaboração de relatórios e os
apliquem consistentemente nos sucessivos períodos informativos para
garantir transparência e credibilidade;
®
se apresentem num formato que seja
facilmente compreensível e que facilite a comparação com Relatórios de
Sustentabilidade de outras organizações;
®
complementem, e não substituam, outras
formas de comunicação, incluindo financeira;
®
ilustrem a relação entre os três elementos
da Sustentabilidade – econômico, ambiental e social.
A GRI
é uma ferramenta valiosa no processo de tomada
de decisões a três níveis:
®
a nível operacional, as Diretrizes
proporcionam uma estrutura lógica para aplicar o conceito de
sustentabilidade ao funcionamento, serviços e produtos das organizações.
Também dá orientação quanto à criação de sistemas de recolha de dados e
informação para estimular e controlar os progressos em relação a objetivos
econômicos, ambientais e sociais;
®
a nível do Conselho de Administração, as
Diretrizes são um veículo interno para avaliar a consistência entre as
políticas e o desempenho atual em termos econômico, ambiental e social da
organização. Conseguir uma maior uniformidade na elaboração dos relatórios
mediante a utilização das Diretrizes ajudará as organizações a
compararem-se com outras e a serem reconhecidas para melhoria contínua do
seu desempenho;
®
de um ponto de vista de comunicação
empresarial, as Diretrizes constituem um marco para promover efetivamente
um diálogo e um intercâmbio de informação com as partes interessadas
internas e externas, relacionados com os benefícios e desafios das
empresas para atingir os seus objetivos.
A medida que a maioria das empresas
decidam adotar as Diretrizes, as oportunidades de comparar o desempenho
dentro e através de setores e países reforçarão a capacidade das partes
interessantes para impulsionar contínuos progressos nas práticas
empresarias compatíveis com a Sustentabilidade.
A GRI inclui hipóteses e características
qualitativas da informação sobre sustentabilidade análogas as das
contábeis. Deste modo, os princípios de informação da GRI se estruturam em
cinco partes: hipóteses subjacentes, características qualitativas,
classificação de elementos, indicadores e políticas de informação. Os
princípios subjacentes e as características qualitativas da informação
sobre a sustentabilidade da organização aparecem no quadro 1.
Quadro 1 – Princípios subjacentes e
características qualitativas da informação sobre sustentabilidade
PRINCÍPIOS OU HIPÓTESES SUBJACENTES
|
Entidade |
Deve ampliar seus limites contábeis
para compilar o efeito completo de seus produtos ou serviços. |
|
Alcance |
Compilar os aspectos econômicos,
sociais e ambientais, assim como integrá-los. |
|
Período informativo |
A informação deve proporcionar-se no
período em que se produza o efeito. |
|
Empresa em funcionamento |
A continuidade da empresa é função de
aspectos econômicos, sociais e ambientais. |
|
Conservadorismo |
A informação não deve proporcionar uma
imagem otimista acerca da sustentabilidade da empresa. |
|
Materialidade |
Proporcionar informação sobre ações
relevantes para a empresa e seus stakeholders. |
CARACTERÍSTICAS QUALITATIVAS
|
Relevância |
Resposta aos interesses e necessidades
dos partícipes. |
|
Fiabilidade |
Descrição válida das ações: objetiva e
lógica
Neutralidade: aspectos positivos e
negativos
Integridade: efeitos diretos e
indiretos
Prudência: sobre aspectos positivos e
negativos |
|
Clareza |
Dirigido a
stakeholders com conhecimentos básicos nos três aspectos. |
|
Comparabilidade |
A informação deve ser comparável ao
longo de vários períodos e entre diferentes organizações. |
|
Oportunidade |
Arbitrar meios para comunicar as ações
em função de seu impacto (acidentes ecológicos). |
|
Verificabilidade |
A informação deve ser suscetível de
verificação. |
Fonte:
González & Abadía (2002)
Quanto ao princípio de alcance, o informe
deve expressar de forma clara que temas têm cobertura entre os que propõem
a GRI: ambiental, econômico e social.
O princípio da importância relativa requer
interação com o consenso dos stakeholders ou partícipes da empresa.
A relevância da informação também se determina tendo em conta os
interesses e as necessidades dos diferentes partícipes.
A fiabilidade da informação requer que esta
seja exata, completa e neutra. A informação é completa na medida que o
informe não omite nenhum aspecto dentre os propostos para cada dimensão da
sustentabilidade, especialmente aqueles que mostram uma imagem menos
favorecedora para a empresa.
O conteúdo dos informes de sustentabilidade
se estrutura de acordo com uma hierarquia que começa com a definição de
categorias, ou áreas extensas, sobre questões econômicas, sociais ou
ambientais de interesses para os partícipes. A figura 3 apresenta um
esboço da maneira em que a GRI estrutura a informação e apresenta seu
informe de sustentabilidade. No aspecto social, se distingue neste
documento as categorias “condições de trabalho”, “direitos humanos”,
“fornecedores” e “produtos e serviços”. Os aspectos estão relacionados com
as categorias, podendo uma categoria incluir vários aspectos. Dentro dos
direitos humanos, a GRI distingue entre os seguintes aspectos: geral,
direitos dos povos indígenas e segurança. Estes indicadores permitirão
proporcionar informação, normalmente quantitativa, sobre os diferentes
aspectos, podendo desenvolver, nestes, diferentes indicadores.
As Directrizes GRI contêm recomendações para a
avaliação da sustentabilidade, contemplando indicadores de desempenho
agrupados em três secções, abrangendo as dimensões econômica, ambiental e
social. A GRI estabeleceu uma hierarquia de elementos de informação para
cada uma das dimensões da sustentabilidade, observando três níveis:
√ Categorias –
áreas ou agrupamentos das questões econômicas, ambientais ou sociais que
afetam as partes interessadas.
√ Aspectos – elementos
relacionados com uma categoria específica. Uma dada categoria pode conter
vários aspectos.
√ Indicadores – valores
específicos de um aspecto concreto que possam ser utilizados para
acompanhar e demonstrar o desempenho. A GRI admite que os indicadores
possam ser quantitativos ou qualitativos.
Os indicadores para a elaboração dos relatórios
abordam os três elementos inter-relacionados da sustentabilidade, tal como
se aplicam a uma organização, como segue no quadro 2
Quadro 2 –
Elementos e indicadores
|
Econômico |
Inclui, por exemplo, os gastos e benefícios,
produtividade no trabalho, criação de emprego, despesas em serviços
externos, despesas em investigação e desenvolvimento, investimentos em
educação e outras formas de capital humano. O aspecto econômico
inclui, embora não se limite só a ele, a informação financeira e
respectivas declarações. |
|
Ambiental |
Inclui, por exemplo, impacto dos processos,
produtos, serviços no ar, água, solo, biodiversidade e saúde humana.
|
|
Social |
Inclui, por exemplo, o tratamento que se dá aos
grupos minoritários e às mulheres, o trabalho feito em favor dos
menores, a saúde e segurança ocupacionais, estabilidade do empregado,
direito trabalhista, direitos humanos, salários e condições de
trabalho nas relações externas. |
Fonte:http://www.globalreporting.org
O GRI é um marco para a comunicação
(externa) de informação para as empresas, no que diz respeito a:
√ suas
atuações para melhorar a sustentabilidade;
√ os
resultados destas atuações.
5 – Os desafios do profissional
contábil no terceiro milênio – século do conhecimento, sabedoria e da
responsabilidade social
O mercado está, a cada dia, mais
competitivo. Para atender essa nova demanda do mercado consumidor da
Contabilidade, nesta era da informação, do conhecimento, das novas
tecnologias, ao profissional contábil também impera o compromisso social,
nos meios de comunicação, de veicular informação, traduzi-la, explicando-a
sociedade, muitas vezes, leiga.
Com o tempo, o leque de usuários dessas
informações cresceu de tal forma que se já tornou difícil delimitar os
próprios objetivos da Contabilidade. Para Filho (2000), atualmente, na
chamada Sociedade do Conhecimento, em que as organizações são consideradas
sob uma dimensão sistêmica e a informação constitui a matéria-prima
principal do sucesso, importantes questionamentos são levantados sobre o
futuro da Contabilidade. De que forma ela poderá continuar contribuindo
para o desenvolvimento social? Que tipo de eventos estará registrando o
futuro? Quais seriam os seus objetivos numa sociedade moderna? Como deverá
se comunicar com os usuários e quem serão eles.
Outro aspecto relevante a abordar das
novas tendências da contabilidade é o impacto da Tecnologia da Informação
que pode contribuir de forma ampla com a utilidade das informações
contábeis. Esse progresso das mudanças foi tão rápido que, como
profissionais, corremos o risco de ficar para trás. Franco (1999), diz que
Tecnologia da Informação é mais do que computadores. Ela exige que os
contadores estejam cientes das muitas formas como a informação está sendo
compilada, analisada e transmitida.
Para Sá (2001), as exigências sociais e ambientais,
aquelas do mercado, a luta imperialista, a velocidade extrema das
comunicações, o progresso espantoso no processo da informação, as
aplicações científicas cada vez mais ousadas em quase todos os ramos do
saber humano, foram os fatores que inspiraram as modificações conceituais,
também em Contabilidade.
Hoje, a Contabilidade mede somente os elementos que
possuem preço. Conforme Gray (2003), a maioria desses elementos ambientais
não carrega rótulo de preço e pode, portanto, ser ignorado. O mesmo autor
diz que a primeira tarefa da contabilidade é compreender melhor este
processo e os processos sociais relacionados. A segunda é buscar formas
através das quais a Contabilidade possa ser ajustada dentro da atual
ortodoxia, visando encorajar maior interação social e ambiental benigna.
Empresas que promovam agressões contra o
meio ambiente ou atentem contra os direitos humanos certamente sofrerão
grandes dificuldades para competir em mercados globalizados ou então serão
definitivamente banidas. Tudo isso expressa uma tendência de que a
informação contábil assumirá maior significado do ponto de vista social e
que ela será exigida a revelar eventos passíveis de alterar comportamentos
em níveis mais amplos, podendo realmente influenciar o destino das
empresas. Neste caso é provável que as demonstrações contábeis
convencionais não satisfaçam esses objetivos sendo necessários
instrumentos mais adequados utilizados para aperfeiçoar o processo de
comunicação entre o mundo das empresas e a sociedade onde elas atuam. Para
Filho (2000), uma das alternativas seria o Balanço Social, cuja finalidade
é divulgar um conjunto de informações sobre o desempenho sócio-econômico
da empresa e também a respeito de seu relacionamento com a sociedade.
A Contabilidade, importante ramo do conhecimento
humano, ainda não tem dado o destaque necessário e cabível ao tema meio
ambiente, como já ocorre em outras áreas. Porém, cabe destacar, que apesar
de pequeno, em relação aos demais assuntos tratados na área Contábil, há
autores e pesquisadores que vêm examinando as repercussões de impactos
ambientais nas organizações e de que forma elas estão geridas e
controladas.
Os recursos produtivos que antes se
concentravam fortemente em ativos tangíveis, como matérias-primas,
máquinas e equipamentos, estão cedendo lugar a fatores que realmente
agregam valor e fazem a diferença na qualidade dos produtos e serviços,
como o conhecimento, as informações, recursos humanos, tecnologias, etc.,
e isto são consideradas questões complexas para contabilidade mensurar e
reconhecer esses ativos intangíveis.
Este problema Filho (2000) diz que tem
acarretado desejo dos usuários das informações contábeis, principalmente
os investidos, que a Contabilidade aprimore urgentemente os seus
mecanismos de mensuração, a fim de que os demonstrativos contábeis possam
evidenciar com maior abrangência o potencial econômico das entidades.
Para um cargo que exige tanta
responsabilidade, Cabello & Martinello (2002) dizem que é necessário um
profissional altamente qualificado, com boa formação acadêmica, grande
conhecimento em economia, administração, contabilidade e, também, bem
informado sobre as atualidades.
Para Marion (2003), um profissional da
área contábil é um agente de mudanças, e como tal este profissional deve
mostrar suas diversas habilidades. O contador é o “anjo-da-guarda” de uma
empresa, tornando-se seu profundo conhecedor, podendo desta forma atuar em
sua continuidade e crescimento.
O contador segundo Nasi (1994) deve estar
no centro e na liderança deste processo, pois, do contrário, seu lugar vai
ser ocupado por outro profissional. O contador deve saber comunicar-se com
as outras áreas da empresa. Para tanto, não pode ficar com os
conhecimentos restritos aos temas contábeis e fiscais. O contador deve ter
formação cultural acima da média, inteirando-se do que acontece ao seu
redor, na sua comunidade, no seu Estado, no seu País e no mundo. O
contador deve ter um comportamento ético-profissional inquestionável. O
contador deve participar de eventos destinados à sua permanente
atualização profissional. O contador deve estar consciente de sua
responsabilidade social e profissional.
Assim, os contabilistas têm que atuar
nesse novo ambiente, que exige informações úteis completas e corretas e em
curto espaço de tempo. Seu papel também deve passar por transformações de
modo a tornar-se compatível com os novos tempos. Deve ter competência para
compreender ações, analisando criticamente as organizações, antecipando e
promovendo suas transformações, compreensão da necessidade do contínuo
aperfeiçoamento profissional.
As modificações
que estão ocorrendo e que alcançam a cultura contábil, de acordo com Sá
(2003), são:
®
avanço prodigioso
da informática;
®
internacionalização dos mercados e que imprimem modificações nos
procedimentos de concorrência através de preços e qualidade;
®
declínio
considerável da ética e da moral;
®
facilidade extrema
da comunicação;
®
relevância dos
aspectos sociais;
®
abusiva
concentração da riqueza;
®
aumento
considerável dos índices de miséria;
®
progressiva
dilatação das áreas de mercados comuns;
®
avanço
considerável das tecnologias e da ciência;
®
necessidade de
preservar o planeta em suas condições ecológicas;
®
grandes esforços
de harmonização de princípios e normas.
Todos esses
fatores ambientais em relação à vida do patrimônio das células sociais,
passaram a exigir comportamentos dos estudos contábeis em outros níveis,
forçando, especialmente, uma visão holística. O contabilista de nossos
dias não pode confinar-se mais, em matéria de conhecimento, a simples
técnicas de registros e demonstrações, como agente passivo na execução de
seus trabalhos.
6 - CONCLUSÃO
A exploração da biosfera pelo homem ameaça hoje a
sua própria existência e delicado equilíbrio. Ao longo das últimas
décadas, as pressões sobre o ambiente global tornaram-se auto-evidentes,
fazendo erguer uma voz comum pelo desenvolvimento sustentável. Essa
estratégia requer um novo enquadramento mental e novo conjuntos de
valores.
A educação é essencial à promoção de tais valores e
para aumentar as capacidades das pessoas de enfrentar as questões
ambientais e de desenvolvimento. A educação a todos os níveis,
especialmente a educação universitária para a formação de gestores e
professores, deve ser orientada para o desenvolvimento sustentável e
forjar atitudes, padrões de capacidade e comportamento ambientalmente
conscientes, tal como um sentido de responsabilidade ética.
O mercado não mais aceita o descaso no tratamento
dos recursos naturais. Os consumidores estão interessados em produtos
limpos. A legislação torna-se mais rígida imputando sanções aos
infratores, obrigando as empresas a encarar com seriedade e
responsabilidade a variável ambiental em sua estratégia operacional.
Portanto, a Contabilidade não pode mais ignorar os
problemas ambientais e sociais, porque ela forma um elo de ligação entre
as empresas e a comunidade. A contabilidade vai despertar o interesse para
as questões ambientais, ajudando a classe empresarial a implementar, em
sua gestão empresarial a variável ambiental, não apenas para constar na
legislação, mas por uma verdadeira conscientização ecológica.
O contador, como menciona Sá (2002), precisa
comparecer nesse novo cenário, com disposição e competências necessárias
para cooperar com a preservação do planeta, prosperidade das sociedades e
valorização do homem. Deverá ser o agente capaz de disseminar a
responsabilidade social na sua organização e nas empresas a quem presta
serviços. É ele o detentor de informações ricas e privilegiadas, e capaz
de influenciar positivamente as organizações e contribuir para a tomada de
decisões.
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