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A CONTABILIDADE DO CONHECIMENTO

  AUTORIA: Maria Elisabeth Pereira Kraemer

 

Contadora, CRC/SC nº 11.170, Professora e Integrante da Equipe de Ensino e Avaliação na Pró-Reitoria de Ensino da UNIVALI – Universidade do Vale do Itajaí. Mestre em Relações Econômicas Sociais e Internacionais pela Universidade do Minho-Portugal. Doutoranda em Ciências Empresariais pela Universidade do Museu Social da Argentina. Integrante da Corrente Científica Brasileira do Neopatrimonialismo e da ACIN – Associação Científica Internacional Neopatrimonialista.

ENDEREÇO: Avenida Joca Brandão nº 111, Edifício Dona Emília, apto 902 - Centro. CEP 88.301-300 - ITAJAÍ – SC – BRASIL

E-mail: beth.kraemer@terra.com.br

TELEFONE/FAX: (0XX) 47-3446558

A CONTABILIDADE DO CONHECIMENTO

Resumo

Os ativos intangíveis, como as qualificações dos funcionários, a tecnologia da informação e os incentivos à inovação, por exemplo, podem desempenhar papel preponderante na criação de valor para a empresa. Os sistemas tradicionais de mensuração, porém, não foram concebidos para lidar com a complexidade desses ativos, cujo valor é potencial, indireto e dependente do contexto. O fato de que os ativos intangíveis são verdadeiramente valiosos ainda não convenceu um bom número de pessoas, para as quais aquilo que não é contabilizado não possui valor. Os ativos baseados no conhecimento devem ser avaliados com extrema cautela, porque seu impacto sobre o destino de qualquer negócio é tremendo. E este é um dos grandes problemas da Contabilidade: mensurar este goodwill, pois existe muita especulação quanto à supervalorização de empresas. De acordo com Edvinsson & Malone (1998), a lacuna existente entre as informações refletidas nos balanços patrimoniais e a percepção do mercado sobre as empresas está se tornando um verdadeiro abismo.

1 – Introdução

Como um bem humano, o capital intelectual nas empresas nos apresenta um paradoxo, porque, apesar de ser reconhecido, por grande número de organizações, como um de seus mais importantes patrimônios, não é devidamente contabilizado.

Com a globalização e o avanço tecnológico, as empresas estão investindo em capital humano, com o objetivo de ter retorno mais rápido. Neste contexto, valorizar os recursos humanos é fundamental para a competitividade empresarial, pois eles são os principais responsáveis pelo desempenho das empresas e constituem vantagens competitivas num mercado cada vez mais exigente.

Mas este capital – suas habilidades, competências e talentos –, ao contrário dos investimentos dirigidos para o seu desenvolvimento e dos encargos sociais para sua manutenção na empresa, não aparecem nos registros contábeis. Para dar respostas à esta questão, a Contabilidade precisa de ajustes, com objetivo de atender aos usuários das informações nessa nova era que é a sociedade do conhecimento. Portanto, a Contabilidade não pode deixar de fornecer, a esses usuários, informações de natureza intelectual, ecológica, social e humana.

O capital intelectual não se enquadra nos moldes contábeis tradicionais, por envolver inúmeras variáveis que não repercutem imediatamente nos resultados das empresas e, portanto, não são consideradas pela Contabilidade atual.

Os ativos intelectuais se tornaram os elementos mais importantes no mundo dos negócios. O valor contábil, como referencial econômico-financeiro das organizações modernas, está desatualizado, não diagnosticando eficientemente o patrimônio empresarial, principalmente das empresas do conhecimento, e, desta forma, não atingindo a finalidade maior da Contabilidade: a informação com qualidade.

Entretanto, não se pode deixar de reconhecer a necessidade premente de mudanças e alguns ajustes nos sistemas e práticas contábeis para que essa nova realidade seja devidamente reconhecida e refletida nos registros contábeis.

2 – O conhecimento como gerador de riqueza das organizações

O novo milênio está desafiando todas as organizações a mostrarem suas competências. Os sistemas têm que ser cada vez mais abertos, igualitários e honestos. Os empregados têm que pensar em conjunto para explorar as oportunidades, executar os serviços e resolver os problemas.

O estágio atual de preparação para o futuro envolve a educação das pessoas, o treinamento de recursos humanos para desenvolver talentos, enfim, envolve investimento da empresa em quem, de fato, vai fazer transformações.

Segundo Crawford (1994), o conhecimento é a capacidade de aplicar informação a um trabalho ou um resultado específico. Então, informação é a matéria-prima do conhecimento. O autor diz que a sociedade passou por quatro momentos econômicos diferentes.

O primeiro foi a sociedade primitiva, baseada numa visão natural do mundo, cujas principais atividades econômicas eram a colheita, a caça e a pesca.

O segundo momento foi à sociedade agrícola, formada num sistema político feudal, baseada em crenças religiosas, quando o conhecimento era concentrado em matemática e astronomia.

O terceiro momento foi a sociedade industrial, caracterizada pela valorização do capital físico e da mão-de-obra com habilidades específicas. A imprensa e a televisão eram os principais meios de comunicação.

O quarto e atual momento é representado pela sociedade do conhecimento, que compartilha ilimitados meios eletrônicos de comunicação e tem como principal atividade econômica a prestação de serviços baseados no conhecimento. Outra característica desta era é a valorização do indivíduo, capaz de transformação contínua e de crescimento. O capital humano é o recurso fundamental.

Para Drucker (1970), hoje o recurso realmente controlador, o fator de produção absolutamente decisivo, não é o capital, a terra ou a mão-de-obra. É o conhecimento. Ao invés de capitalismo e proletariados, as classes da sociedade pós-capitalista são os trabalhadores do conhecimento e os trabalhadores em serviços.

O conhecimento, material intelectual bruto, transforma-se em capital intelectual, a partir do momento que passa a agregar valor aos produtos/serviços. E esse capital é, em alguns casos, mais valioso do que o próprio capital econômico.

3 – Capital intelectual: principal fonte de intangíveis nas empresas e um diferencial competitivo em relação aos concorrentes

O termo capital intelectual teve sua origem na propriedade intelectual. Ele representa os componentes de conhecimentos de uma empresa, reunidos e legalmente protegidos. É um conjunto de benefícios intangíveis que agregam valor às empresas.

Segundo Brooking apud Antunes & Martins (2002), o capital intelectual pode ser dividido em quatro categorias:

Ativos de Mercado: potencial que a empresa possui em decorrência dos intangíveis que estão relacionados ao mercado, tais como: marca, clientes, lealdade dos clientes, negócios recorrentes, negócios em andamento (backlog), canais de distribuição e franquias.

Ativos Humanos: compreendem os benefícios que o indivíduo pode proporcionar para as organizações por meio da sua expertise, criatividade, conhecimento, habilidade para resolver problemas, tudo visto de forma coletiva e dinâmica.

Ativos de Propriedade Intelectual: incluem os ativos que necessitam de proteção legal para proporcionar, às organizações, benefícios como know-how, segredos industriais, copyright, patentes e designs.

Ativos de Infra-estrutura: compreendem as tecnologias, as metodologias e os processos empregados, como cultura, sistema de informação, métodos gerenciais, aceitação de risco e banco de dados de clientes.

O capital intelectual, segundo o FASB apud Wernke (2001), pode ser definido de duas formas:

ativos intangíveis combinados que permitem a companhia funcionar e manter uma vantagem competitiva;

a diferença entre o valor real de mercado da companhia e o valor real de mercado dos ativos tangíveis menos passivos da companhia.

Já para IFAC apud Padoveze (2000), pode ser pensado como o total de estoque de patrimônios de capital ou baseados em conhecimento que a empresa possui. Em termos de balanço patrimonial, os ativos intelectuais são aqueles itens baseados em conhecimento que a companhia possui e que produziram um fluxo futuro de benefícios para a empresa. Isso pode incluir tecnologia, administração e processos de consultoria, bem como pode ser estendido para a propriedade intelectual patenteada.

Os fatores que geram o capital intelectual, de acordo com Brooking apud Antunes & Martins (2002), são:

conhecimento, pelo funcionário, de sua importância para os objetivos da empresa;

funcionário tratado como ativo raro;

alocar a pessoa certa na função certa, considerando suas habilidades;

oportunizar o desenvolvimento profissional e pessoal;

identificação do know-how gerado pela pesquisa e desenvolvimento (P & D);

avaliar o retorno sobre o investimento em P & D;

definir uma estratégia proativa para tratar a propriedade intelectual;

mensurar o valor de marcas;

avaliar investimentos em canais de distribuição;

avaliar a sinergia resultante de treinamento e os objetivos corporativos;

prover infra-estrutura e adequado ambiente de trabalho;

valorizar a opinião dos funcionários;

oportunizar a participação dos funcionários na definição dos objetivos da empresa;

estimular os funcionários para a inovação.

Fica, assim, clara a importância do capital intelectual para o desenvolvimento das empresas, além de representar diferencial competitivo em relação aos concorrentes.

Lopez (2000) classifica o capital intelectual em três componentes estreitamente inter-relacionados: capital humano, capital estrutural e o capital do cliente. Todos são intangíveis, mas descrevem coisas tangíveis para os executivos. É o intercâmbio entre eles que cria o capital intelectual.

3.1 – Capital humano – a mina na empresa

Constituem o capital humano o conhecimento acumulado, a habilidade e as experiências dos funcionários para realizar as tarefas do dia-a-dia, os valores, a cultura, a filosofia da empresa, e diversos ativos intangíveis, ou seja, as pessoas que são os ativos humanos da empresa. A principal estratégia da empresa será de atrair, reter, desenvolver e aproveitar o máximo o talento humano, que será, cada vez mais, a principal vantagem competitiva.

Segundo Duffy (2000), capital humano é o valor acumulado de investimentos em treinamento, competência e futuro de um funcionário. Também pode ser descrito como competência do funcionário, capacidade de relacionamento e valores.

Para entender melhor o capital humano, é preciso entender as habilidades que determinam qualquer tarefa, processo ou negócio. Silva (2002) relaciona as seguintes:

Habilidade do tipo commodity: são as habilidades adquiridas, costumam não serem específicas de uma empresa e podem ter o mesmo valor para qualquer organização. É, por exemplo, a habilidade de atender ao telefone.

Habilidades alavancadas: o conhecimento pode ser mais valioso para uma determinada empresa do que para outra. São específicas a um setor e não a uma empresa. Os programadores da Andersen Consulting, por exemplo, podem alavancar essa habilidade enquanto os do Bank of America só agregam valores aos seus funcionários.

Habilidades proprietárias: são os talentos específicos da empresa, em torno dos quais uma organização constrói seu negócio. Podem ser codificadas em forma de patentes, direitos autorais, expertise. O Ritz-Carlton é o especialista em administração hoteleira.

Para que os recursos humanos desempenhem um papel real no desenvolvimento e na gestão do capital humano, Silva (2002) diz que é preciso investir em expertis na empresa, de alto valor, em áreas como definição de fronteiras e habilidades de competência essencial, melhorando o desenvolvimento dos executivos, promovendo a fertilização cruzada entre os gerentes e especialistas de alto potencial em tecnologias vitais e desenvolvendo sistemas de remuneração que recompensem a melhoria de processos e disciplinas que fazem parte do capital intelectual da empresa.

O mesmo autor coloca ainda que Bill Gates, por exemplo, abriu o capital de sua empresa a seus funcionários, porque estes criaram a principal propriedade das empresas: os códigos de software. Desse modo, ele incentivou os funcionários no aspecto financeiro, ao invés de levá-los para outras empresas.

A gestão do capital humano passa pelo levantamento do potencial humano, pela identificação das potencialidades estratégicas a desenvolver e pela capacitação necessária.

3.2 - Capital estrutural

Duffy (2000) diz que este capital é o valor que é deixado na empresa, quando os funcionários – capital humano – vão para casa. Exemplos: bases de dados, listas de clientes, manuais, marca e estruturas organizacionais.

Compreende os ativos intangíveis relacionados com a estrutura e os processos de funcionamento interno e externo da organização que apóiam o capital humano, ou tudo o que permanece na empresa quando os empregados vão para casa. Baum & Gonçalves (2001) dizem que no capital estrutural se destacam dois aspectos, o tecnológico e a infra-estrutura.

O capital tecnológico é formado pelas patentes, marcas registradas, banco de dados, softwares, copyrights, franquias, tecnologias de processos e de produtos.

O capital relativo à infra-estrutura da empresa é representado pela estrutura de comando, a filosofia e cultura da organização, processos de gestão e sistemas de informação.

Edvinsson (1997) propõe a seguinte divisão para o capital estrutural:

Capital organizacional: abrange o investimento da empresa em sistemas, instrumentos e filosofia operacional que agilizam o fluxo de conhecimento pela organização, bem como em direção às áreas externas, como aquelas voltadas para os canais de suprimento e distribuição.

Capital de inovação: refere-se à capacidade de renovação e aos resultados da inovação sob a forma de direitos comerciais amparados por lei, propriedade intelectual e outros ativos e talentos intangíveis utilizados para criar e colocar rapidamente no mercado de novos produtos e serviços.

Capital de processos: é constituído por aqueles processos, técnicas (como o ISO 9000) e programas direcionados aos empregados, que aumentam a ampliam a eficiência da produção ou a prestação de serviços. É o tipo de conhecimento prático empregado na criação contínua de valor.

Stewart (1998) diz que o capital estrutural é o que transforma um monge capaz de gerar uma caligrafia elegante no sorridente astro de um comercial de televisão da Xerox, capaz de fazer muitas cópias de um documento. Funcionando como uma espécie de amplificador, ele embala o capital humano e permite seu uso repetido para a criação de valor, da mesma forma como uma matriz pode estampar peça após peça.

3.3 – Capital do cliente

O capital do cliente é gerado quando o capital intelectual se transforma em dinheiro. É definido como o valor de sua franquia, seus relacionamentos contínuos com pessoas e organizações para as quais vende.

É de vital importância para as empresas a gerência do capital do cliente. Os investimentos no capital do cliente devem ser realizados em conjunto com os clientes, buscando o benefício mútuo no que diz respeito às informações e aos conhecimentos gerados.

Oliveira (2002) relaciona algumas maneiras de investir no capital do cliente:

Inove com os clientes: independente de quem seja o seu comprador, ele deseja obter o máximo do cliente dele. Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento podem ser muito mais produtivos, caso já se tenha um cliente capaz de se beneficiar pelo fato de ser o primeiro a experimentar a inovação.

Invista em seus clientes de empowerment: oferecer aos clientes a oportunidade de acompanhar eletronicamente, passo a passo, a fabricação de um produto, pode ter desvantagens com relação ao poder de barganha. Entretanto, apresenta uma infinidade de vantagens, destacando-se a possibilidade de se obter feedback do cliente, antes mesmo de se cometer erros.

Concentre-se nos clientes como indivíduos: o empowerment, como benefício, aumenta a capacidade da empresa em adquirir informações sobre os seus clientes. Entretanto, transformar essas informações em capital do cliente, um ativo duradouro, requer a capacidade de atender com flexibilidade às necessidades dos clientes individuais. Isso torna necessário que as informações a serem utilizadas possam ser extraídas de bases de dados organizadas por clientes, onde constem cadastros individualizados.

Divida os ganhos com seus clientes: o conceito de capital do cliente só faz sentido quando o produtor e o cliente não lutam pelo excedente que criaram juntos, mas concordam abertamente em possuí-los juntos. Quanto mais estreitos os laços entre produtor e consumidor, maior é a capacidade de se gerar excedente em forma de capital do cliente.

Aprenda o negócio do seu cliente e lhe ensine o seu: afinal, quanto melhor informado estiver sobre o negócio de um cliente, melhor poderá servi-lo. Isso se dará através da identificação das necessidades não-expressas do cliente, o que permitirá o desenvolvimento de produtos que os atendam.

Torne-se indispensável: as informações sobre o cliente podem e devem ser utilizadas para que se busque ofertar um serviço vital para o cliente, de difícil substituição por outro fornecedor. Por meio de informações, é possível conhecer as características e especificidades de determinado produto que o tornam especialmente atraente aos olhos do comprador.

3.4 – Gestão do capital intelectual

Segundo estudo do Financial and Management Acconting Committee (Técnica Contable) apud Baum & Gonçalves (2001), os conceitos básicos relativos à medida e gestão do capital intelectual estão relacionados a três aspectos:

Contexto econômico o crescimento é maior nas indústrias e nações voltadas à criação, transformação e capitalização dos conhecimentos do que naquelas ligadas à exploração e utilização dos recursos naturais em seus processos. O conhecimento é um diferencial de competitividade.

Contexto Contábil – a Contabilidade tradicional não está habilitada a medir aspectos da empresa quanto à capacidade de dirigentes e pessoal, o valor das informações, da capacidade tecnológica, potencial de mercado e investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

Contexto Empresarial - a visão na gestão da empresa, a partir da atual era do conhecimento em relação à era industrial, passa a ter o seguinte enfoque, conforme o quadro 1.

Quadro 1 - visão na gestão da empresa a partir da atual era do conhecimento em relação à era industrial

 

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