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Las preguntas no son nunca indiscretas. Las respuestas, a veces sí. Oscar Wilde
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A
CONTABILIDADE DO CONHECIMENTO |
√ Programas de treinamento e suporte especialmente direcionados aos empregados temporários de período integral.
√ Programas de treinamento e suporte especialmente direcionados aos empregados temporários de tempo parcial.
√ Investimento no desenvolvimento de parcerias/joint-venture.
√ Upgrades no sistema.
√ Investimentos na identificação da marca (logotipo/nome).
√ Investimento em novas patentes e direitos autorais.
Quanto ao índice de coeficiência "i" do capital intelectual, este é obtido, de acordo com Antunes & Martins (2002), por meio de indicadores mais representativos de cada área de foco expressos em porcentagens, quocientes e índices, cuja média aritmética dos índices permite colocá-los em uma porcentagem única. Esses parâmetros,de acordo com os autores, referem-se a:
A seguir, sugere-se como deve aparecer o capital intelectual no balanço patrimonial.
CAPITAL INTELECTUAL NO BALANÇO PATRIMONIAL
Ativo Passivo
Balanço tradicional
Investimentos tangíveis Capital financeiro
Bens e direitos
Balanço intelectual
Propriedade intelectual
Goodwill
Tecnologia Capital intelectual
Competência
Outros
Total do ativo Total do passivo
Balanço total
Valor da empresa
Fonte:Padoveze (2000; p. 8)
Sendo o capital humano um componente do capital intelectual, Leone apud Straioto (2000) propõe a inclusão dos recursos humanos e seus desdobramentos no ativo, bem como os gastos de investimentos em ativos humanos e sua amortização no Balanço Patrimonial de uma organização, como é demonstrado a seguir:
BALANÇO PATRIMONIAL – EMPRESA "X"
Incluindo os itens relacionados à Contabilização dos Recursos Humanos
1 - ATIVO
. Ativo Circulante
. Ativo Realizável a Longo Prazo
Ativo Permanente
. Ativo Imobilizado
Estrutura de apoio aos RHs.
Depreciação Acumulada
. Ativo de Investimento
Investimentos em RHs.
Avaliação
Reavaliação
Desvalorização
. Ativo Diferido
Gastos de Investimentos em RHs.
Amortizacão de gastos em RHs.
Fonte: Grupo de ativo - Leone, apud Straioto (2000)
Diz a autora que este modelo de Balanço de Recursos Humanos poderá ser elaborado pela Contabilidade em conjunto com o departamento responsável pela administração dos recursos humanos da empresa.
Outro modelo proposta por Straioto (2000) é a criação da fórmula para mensurar o valor agregado ao valor da empresa em todos os seus níveis (do chão de fábrica até os gerentes e ou executivos), onde cada nível demonstrará o valor agregado ao valor da empresa e ao produto, conforme o grau de escolaridade dos funcionários. Seria o capital intelectual aplicado de cada nível ao produto ou serviço nas etapas do ciclo operacional da empresa.
Para isto, seria necessário abrir a conta salários no plano de contas da Contabilidade, também em níveis, como é demonstrado a seguir:
BALANÇO PATRIMONIAL – EMPRESA "X"
Incluindo os itens relacionados à Contabilização dos Recursos Humanos
2 - PASSIVO
Passivo Circulante
. Obrigações Trabalhistas e Sociais
01 Salários e encargos sociais nível 1 – (1ª a 4ª série Ensino Fundamental)
02 Salários e encargos sociais nível 2 – (5ª a 8ª série Ensino Fundamental)
03 Salários e encargos sociais nível 3 – (Ensino Médio e/ou Curso Técnico)
04 Salários e encargos sociais nível 4 – (Graduação)
05 Salários e encargos sociais nível 5 – (Especializações em Geral)
Fonte: Grupo do passivo - Straioto (2000)
Depois, calcula-se o quanto em cada fase do processo produtivo cada nível agrega de valor à empresa, conforme é demonstrado no quadro 4.
Quadro 4 – Agregando valor a empresa
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ITENS |
VALOR $ |
ANO 1% |
ANO 2% |
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VENDAS |
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(-) Compras de Bens/Serviços e Juros |
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(-) Impostos |
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Municipais |
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Estaduais |
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Federais |
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= VALOR AGREGADO DA EMPRESA |
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(-) Valor Agregado dos acionistas (custo de oportunidade) |
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(-) Custos Operacionais e Administrativos |
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PROCESSO PRODUTIVO Nº1/2/3/4/5/....n |
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Salários Nível 01 |
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Salários Nível 02 |
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Salários Nível 03 |
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Salários Nível 04 |
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Salários Nível 05 |
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= Valor Agregado Processo Produtivo 1/2/3/4/5....n |
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(-) Depreciação |
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= VALOR AGREGADO POR NÍVEL DE ESCOLARIDADE A CADA FASE DO PROCESSO PRODUTIVO. |
Fonte: Straioto (2000)
Assim, calcula-se o valor agregado por nível de escolaridade, cada fase do processo produtivo, da seguinte forma, conforme Straioto (2000): primeiramente deve-se computar o valor total do valor agregado da empresa. Isso corresponde à receita total da empresa (o que ela fatura com a venda de produtos e/ou serviços), menos todos os impostos e despesas de compras (custo de matéria-prima e produtos acabados, peças, energia e serviços, incluindo o pagamento de juros).
Depois é preciso deduzir o valor agregado dos acionistas, que é o valor total do capital dos acionistas multiplicado pela taxa de juros referente a esse capital. Este valor agregado corresponde aos juros que os acionistas teriam direito se tivessem aplicado o dinheiro em outro investimento com a mesma taxa de risco que é o custo de oportunidade.
Outros componentes deverão ser ainda subtraídos, que são os custos operacionais e administrativos, para se obter o valor da contribuição de cada nível ao valor agregado. Esses custos abrangem a folha de pagamento (incluindo pagamento aos administradores, gratificações, salários indiretos, planos de saúde e aposentadoria) e a depreciação. O valor agregado pelos níveis de escolaridade é o resultado da dedução dos custos operacionais e administrativos.
Este modelo permite contribuir como uma ferramenta para gerenciar o capital intelectual.
4 – Conclusão
Com as mudanças econômicas, tecnológicas, políticas e sociais, houve uma profunda alteração da estrutura e dos valores da sociedade. Nessa nova era, o conhecimento passou a ter uma importância fundamental em todas as atividades econômicas, como seu principal ingrediente.
Em vista disso, é fundamental que a administração tenha alguns cuidados para que os funcionários considerados como capital intelectual do departamento não mudem para outras áreas (ou empresas) e mesmo que permaneçam, não percam a motivação para o constante aperfeiçoamento.
O problema todo consiste em mensurar esse capital intelectual. A grande questão é saber como identificar e disseminar o conhecimento gerado dentro da empresa, promovendo a transformação de material intelectual bruto gerado pelos ingredientes da organização em capital intelectual, e que garanta uma trajetória de crescimento e desenvolvimento.
Sabe-se que existe a consciência da necessidade de continuar com estudos e definições, a fim de tornar o capital intelectual uma ferramenta gerencial cada vez mais eficiente, ou mesmo uma demonstração como parte integrante das Demonstrações Contábeis, pois o modelo tradicional de Contabilidade, que descreveu com tanto brilho as operações das empresas durante meio milênio, não tem conseguido acompanhar a revolução que está ocorrendo no mundo dos negócios.
Apesar das dificuldades encontradas na busca da mensuração desse grande ativo que é o capital intelectual, a ciência contábil está procurando dar a sua contribuição em mais uma tarefa árdua de avaliação de todos os elementos que interagem sobre o patrimônio.
Todavia, não se pode deixar de reconhecer a necessidade premente de mudanças e alguns ajustes nos sistemas e práticas contábeis para que essa nova realidade seja devidamente reconhecida e refletida nos registros contábeis. Na verdade, as informações sobre o capital intelectual vêm a complementar e ampliar as informações contábeis atuais.
Referências Bibliográficas
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