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De lo sublime a lo ridículo no hay más que un paso.
El sabio no se sienta para lamentarse, sino que se pone alegremente a su tarea de reparar el daño hecho.William Shakespeare
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ECONOMICIDADE DA PEQUENA CÉLULA SOCIAL |
Werno Herckert
Contador
Membro da Academia Brasileira de Ciências Contábeis
Membro da Associação Científica Internacional Neopatrimonialista
Membro da Corrente Científica Brasileira do Neopatrimonialismo
Palavras chaves. Economicidade, prosperidade, conhecimento, cliente e
eficácia.
Perante a realidade de pesquisa efetuada que 80% das pequenas empresas
desaparecem no primeiro ano de vida observamos que algo está mal. Toda
empresa quando é constituída é para prosperar e se perpetuar através da
temporalidade das funções de seus meios patrimoniais, de forma perene.
Analisemos alguns fatores que podem cooperar com a pequena célula social
para sua economicidade e prosperidade e assim se perpetuar como ocorre
com as diversas espécies na Biologia.
O CONHECIMENTO E A DINÂMICA DO CAPITAL
Ampliar o nível de conhecimento (do empresário e do pessoal) é,
parece-me, um dos fatores básicos para a economicidade (sobrevivência) e
prosperidade da célula social.
Deixar de lado formas já ultrapassadas e arcaicas e partir para novas
formas de administrar parece ser a renovação que como constante deve
prevalecer na evolução dos negócios. Partir para uma administração
moderna, criativa onde todos possam participar e sentirem-se importantes
são a chave do método transformador.
A freqüência a cursos, eventos, as leituras específicas etc. são
instrumentos que a cultura empresarial reclama.
“Empresários que não renovam suas organizações e não investem em
tecnologia estão com os dias contados no mundo dos negócios”.É o que diz
John Donovan, professor adjunto do Instituto de Tecnologia de
Massachusetts (MIT) e presidente do Grupo de Tecnologia de Cambrige
(CTG) nos Estados Unidos.
Segundo Eduardo Botelho, (autor do livro a Empresa Inteligente, Editora
Atlas), o principal problema na empresa está na cabeça do empresário. É
preciso haver uma vontade de trocar experiências e buscar soluções. O
pequeno empresário, por estar demais envolvido nos próprios problemas,
não tem tempo para ampliar sua visão só tem farol baixo, só olha o
imediato. Não consegue se relacionar com outros pequenos empresários,
trocar idéias, ouvir e aprender.”(Ver revista Pequenas Empresas, Grandes
Negócios, Ano V, n. 58, novembro/93 p.81)”.
A força intelectiva, um bem imaterial que não se menciona e nem se
registra na contabilidade tradicional, é que vai determinar a eficácia
ou ineficácia do patrimônio.
Há, na atualidade, todavia, uma preocupação dos estudiosos em mensurar o
poder intelectual que age na dinâmica da riqueza. Ele é uma força que
modifica o capital. O patrimônio por si só não se movimenta. É
necessária uma ação que o modifique. Contabilmente, movimento é
transformação do meio patrimonial. Um motor que está parado tem
potencialidade mas está sem função, portanto, na inércia. Por influência
ambiental endógena ou exógena o motor pode sair de sua inércia e
colocar-se em movimento e, assim, há uma transformação no seu valor de
utilidade.
Na Física há movimento quando o corpo impulsionado por uma força sai da
inércia.
FUNÇÃO E DISFUNÇÃO DO MEIO DE PAGAMENTO
A função da liquidez é pagar em dia os compromissos com terceiros.
Sempre que se paga nos prazos se exerce a economicidade. Cria-se, assim,
a confiabilidade perante os fornecedores. Este ambiente de confiança que
se cria pela eficácia da liquidez é um fator invisível que atua
positivamente na dinâmica do meio patrimonial. A confiabilidade é um
valor necessário para que se exerça a economicidade.
RESULTABILIDADE E ECONOMICIDADE
Para a sanidade patrimonial é necessário que tenha lucro por pequeno que
seja. Quando há resultabilidade se exerce a economicidade. Quando há
rédito negativo não se exerce a economicidade. Há casos em que se vende
o meio patrimonial com prejuízo para atrair o cliente, para derrotar um
concorrente ou atrair outras vendas.
É paradoxal admitir que a perda, às vezes, é uma necessidade. Em
determinadas circunstâncias o empresário pratica-a voluntariamente para
atrair clientes ou para fazer concorrência a outros empresários. Sobre o
paradoxo da perda eficaz o Prof. Lopes de Sá (2000) nos ensina: “a perda
só se comprovará eficaz se e somente se resultar em elemento futuro que
venha a representar um acréscimo de valor na empresa e que possa, não só
anular a redução momentânea, mas superá-la”.
A perda em um determinado período pode ser fator de economicidade.
O lucro é um dos objetivos básicos do empresário. Leitner da Escola
reditualista alemã ensinava, como base de estudos, a maximização do
lucro. Defendia ele a compra ao mais baixo preço e a venda ao mais alto
preço possível. Rieger ensinava que a empresa é um instrumento de lucro
e assim o rédito a coisa de maior significação. Desprezou, portanto, a
concepção social da azienda. Também Hoffmann ensinava, como objeto de
estudos, a obtenção dos lucros. O Prof. Lopes de Sá (1998) leciona: “O
rédito é um fenômeno que provém da ação humana, da natureza, do capital,
pois muitos são os fatos endógenos e exógenos que influem sobre o
capital é inequívoco, mas para o patrimonialismo ele é um fenômeno do
capital”.
Ainda diz: “O fenômeno do rédito acontece quando o capital (aqui
entendido como todo o patrimônio da empresa), volvido à obtenção da
finalidade lucrativa, varia, por efeito de sua movimentação, em
decorrência da atividade desenvolvida para a utilização do mesmo”.
O CLIENTE E O MEIO PATRIMONIAL
Na concepção moderna o cliente é tido como o patrão. É como uma força
que faz girar o meio patrimonial. Giro é uma sucessão contínua de
circulação. Circulação ensina o Prof. Lopes de Sá: (Obra citada na
bibliografia) “é a simples transformação ou passagem de um estado a
outro, de um componente da riqueza ou meio patrimonial”.
O cliente é um agente propulsor da dinâmica patrimonial. Ele é o agente
fundamental para que se tenha economicidade do pequeno patrimônio. Com o
cliente há função do meio patrimonial. Sem o cliente não há função plena
do meio patrimonial.
A clientela é uma riqueza imaterial que não se menciona e nem se
registra na contabilidade tradicional, mas é um ativo intangível cuja
mensuração e registro preocupa os estudiosos. Vogel (2000) cita como a
2a. perspectiva estratégica del Balanced Scorecard (BSC) - El Tablero de
Comando.
A demonstração de honestidade por parte do empresário e do pessoal gera
um clima de confiança no cliente. Esta honestidade é uma força magnética
que atrai o cliente e a desonestidade é uma força que repele o cliente.
Assim, também, na física existe uma força magnética que atrai o corpo e
outra que repele o corpo. O aumento da clientela é importante para a
dinâmica da riqueza. Aumentando-se o número de clientes aumenta-se o
giro do meio patrimonial. A redução da clientela diminui o giro da
mercadoria. Repito, o cliente é um elemento fundamental para que a
empresa tenha economicidade e prosperidade.
Citemos alguns fatores de qualidade na atração do cliente:
O carisma e a criatividade intelectiva do empresário.
A honestidade do empresário e do pessoal (Ética nos negócios)
O preço e qualidade dos produtos.
As promoções de mercadorias.
O atendimento ao cliente.
A espacialidade (localização)
CONCLUSÃO
O conhecimento é fundamental para que se tenha economicidade na pequena
riqueza. O cerne da sobrevivência e prosperidade do pequeno patrimônio
está na capacidade intelectiva e criativa de seu proprietário. A
influência ambiental endógena exercida sobre a dinâmica do capital é que
vai determinar sua eficácia ou ineficácia.
A corrente doutrinária Lopesista, com competência vem analisando esses
fatores e se firmando como a mais avançada doutrina da contabilidade do
3o. milênio e segundo a mesma a Prosperidade é a grande meta, mas, esta
dependerá sempre da eficácia na gestão dos capitais.
BIBLIOGRAFIA
HERCKERT, Werno. A contabilidade em face do futuro e o neopatrimonialismo. IPAT Boletim, Belo Horizonte, novembro de 2000.
HERCKERT, Werno. Ativo imaterial e força intelectual. IPAT Boletim, Belo Horizonte, novembro de 2000.
HERCKERT, Werno. Patrimônio e as influências ambientais. Horizontina: Megas, 1999.
HERCKERT, Werno. Sistema da economicidade sob a ótica do neopatrimonialismo. Disponível em: <www.contadorperito.com>. Acesso em: outubro de 2000
HERCKERT, Werno. Sistema da liquidez sob a ótica do neopatrimonialismo. Disponível em: <www.monografias.com/trabajos10/sili/sili.shtm1>. Acesso em: setembro de 2000
HERCKERT, Werno. Repensar a pequena empresa. Três de Maio (RS): Vilani, 1997.
SÁ, Antônio Lopes de. Teoria da contabilidade. São Paulo: Atlas, 1998.
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SÁ, Antônio Lopes de. Consciência administrativa perante o desconhecido. Disponível em: <www.lopesdesa.com.br>. Acesso em: dezembro de 2000
SÁ, Antônio Lopes de. Valores alem e aquém do capital. Disponível em: <www.lopesdesa.com.br>. Acesso em: novembro de 2000
SÁ, Antônio Lopes de. Futuro das empresas e informação. Disponível em: <www.lopesdesa.com.br>. Acesso em: dezembro de 2000
SÊMOLA, Marcos. Sete dicas para proteger o seu negócio. Disponível em: <www.modulo.com.br>. Acesso em: novembro de 2000
VOGEL, Mario Hector. Gerenciar sólo por indicadores financeiros es un suicidio. Disponível em: <www.tablerodecomando.com> . Acesso em: diciembre de 2000
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