|
PROSPERIDADE
PATRIMONIAL DA CÉLULA SOCIAL |
Quando uma empresa é constituída com propósitos sadios tem por intenção e
objetivo o crescimento com visão humana.
Tendo eficácia constante e havendo interação perfeita entre as suas oito
funções patrimoniais (liquidez, resultabilidade, estabilidade, economicidade,
produtividade, invulnerabilidade, elasticidade e socialidade), a tendência da
célula social é ter expansão em seus empreendimentos.
Se há eficácia constante que se estende ao infinito e crescimento defluente
que, também, se estende ao infinito ocorre a Prosperidade.
Há um limite de expansão da organização e atingido esse limite o crescimento
torna-se indesejável, matéria essa que abre campo para novas indagações.
Ensina o Prof. Lopes de Sá: ¨Se uma empresa paga em dia, lucra, está estável,
tem vitalidade em seus negócios, não desperdiça, está protegida contra o risco
e vai sempre crescendo, acumulando lucros e aproveitando-se integralmente
disso, dizemos que ela é próspera.
Isso implica que ela tenha sempre todos seus oito sistemas de funções
patrimoniais em regime de eficácia, ou seja, suprindo todas as diversas
necessidades.¨
Ainda leciona o Prof. Lopes de Sá em seu teorema do acréscimo ineficaz
enunciando: ¨Se o aumento da massa patrimonial ocorrer sem um correspondente
aumento da capacidade funcional, quantitativamente o acréscimo do capital,
mas, por si só não representa prosperidade.¨ (Ver Prosperidade e o esforço
científico do neopatrimonialismo contábil para uma nova sociedade em:
www.lopesdesa.com.br ).
Há diferença entre crescer e prosperar.
A massa patrimonial pode crescer e se não ocorrer a correspondente capacidade
funcional não ocorrerá à prosperidade.
Por exemplo, a reavaliação do ativo produz expressão quantitativa maior ao
patrimônio, mas, não lhe aumenta a utilidade.
A funcionalidade deve prevalecer sobre a estrutura patrimonial.
A empresa pode ser próspera em um determinado período e não o ser em outro,
por influência exógena pode ocorrer estagnação em um espaço de tempo em
virtude do mercado, juros muito altos, carga tributária, cambio inadequado,
estiagem para empresas ligadas a agricultura etc.
A carga tributária foi considerada o principal fator de limitação dos
investimentos em 49% das respostas dos empresários ouvidos pela FGV, em sua
sondagem Conjuntura da Indústria da Transformação divulgada em 18.05.07.
Apesar das dificuldades e limitações do empreendimento da organização o
objetivo primordial de todo o administrador deve ser a prosperidade
patrimonial com visão humana, ao social, e ao meio ambiente natural para isso
sendo necessário estar em constante aprimoramento de conhecimento, motivando,
também, o pessoal quer para o trabalho, quer para a satisfação pessoal de
progredir culturalmente.
O Neopatrimonialismo contábil está se preocupando em ter modelos contábeis
eficientes para a célula social encontrar o caminho da prosperidade
patrimonial e, assim, perpetuar-se com vitalidade na temporalidade e por esta
razão expande-se em vigor.
A doutrina de proveniência dos estudos de Lopes de Sá não só e a mais moderna
no campo científico da Contabilidade, como a que vem ensejando a produção de
modelos de comportamento do capital, tais diretrizes hoje permitem ver como a
eficácia nos empreendimentos pode ser alcançada (veja-se sobre o tema o
recente livro do mestre ¨A moderna análise de balanço ao alcance de todos¨,
edição Juruá).
Igualmente, em meus escritos, hoje difundidos em vários países, seguidos a tal
caminho vem procurando colaborar e acrescentar visões dentro de tão importante
campo de estudos.
É importante ter em mente que é, como acena o Neopatrimonialismo Contábil, o
somatório da prosperidade das células sociais a que consegue produzir o bem
estar nas Nações.