UNIVERSIDADE
CORPORATIVA COMO ALAVANCA DA VANTAGEM COMPETITIVA
AUTORIA:
Maria Elisabeth Pereira Kraemer
Contadora,
CRC/SC nº 11.170, Professora e Integrante da Equipe de Ensino e Avaliação
na Pró-Reitoria de Ensino da UNIVALI – Universidade do Vale do Itajaí.
Mestre em Relações Econômicas Sociais e Internacionais pela
Universidade do Minho-Portugal. Doutoranda em Ciências Empresariais
pela Universidade do Museu Social da Argentina. Integrante da Corrente
Científica Brasileira do Neopatrimonialismo e da ACIN – Associação
Científica Internacional Neopatrimonialista.
ENDEREÇO:
Avenida
Joca Brandão nº 111, Edifício Dona Emília, apto 902 - Centro. CEP
88.301-300 - ITAJAÍ – SC – BRASIL
E-mail:
beth.kraemer@terra.com.br
TELEFONE/FAX:
(0XX) 47-3446558
UNIVERSIDADE
CORPORATIVA COMO ALAVANCA DA VANTAGEM COMPETITIVA
CORPORATE
UNIVERSITY AS LEVER OF THE COMPETITIVE ADVANTAGE
7
- Surgimento das universidades corporativas
O
surgimento das universidades formadas dentro das empresas teve o mercado
e a concorrência como forte impulsionadores, visto que as universidades
tradicionais, orientadas de modo funcional, formavam especialistas para
o mercado de modo não específico. Neste sentido, verificando que
somente especialistas não atendiam às demandas do mercado, as
universidades tradicionais disponibilizaram cursos de especialização,
visando ao atendimento das empresas na formação de pessoas com uma visão
sistêmica dos processos.
Algumas
empresas, de acordo com Rodriguez (2003) partiram na frente, criando
suas próprias Universidades, com o objetivo ensinar de forma focada,
tudo relacionado aos seus produtos e serviços, já que somente a própria
empresa poderia fazer, a partir da capacitação dos seus empregados,
clientes, fornecedores, sociedade e acionistas.
As
universidades corporativas surgiram em momentos de grandes mudanças na
sociedade, na educação e na busca de qualificação profissional. Nos
Estados Unidos, nos anos 50, 60 e 70, as grandes e pequenas empresas
formaram grupos para ensinar aos trabalhadores profissionais como fazer
melhor o seu trabalho. Essas infra-estruturas educacionais, dentro das
organizações, proliferaram em todo o país e ficaram conhecidas como
universidades, institutos ou faculdades corporativas. Tinham como
objetivo que os profissionais estivessem a par ou adiante de todos os
acontecimentos.
Segundo
Meister (1999), universidade corporativa pode ser definida como um
guarda-chuva estratégico para desenvolver e educar funcionários,
clientes, fornecedores e comunidade, a fim de cumprir as estratégias
empresariais da organização. Para Eboli (2002), é um sistema de
desenvolvimento de pessoas pautado pela gestão por competências.
Alperstedt
(2003) explica que, na expressão “universidade corporativa”, o uso
do termo “corporativo” significa que a universidade é vinculada a
uma corporação e que serviços educacionais não constituem seu
principal objetivo. Já o termo “universidade” não deve ser
entendido dentro do contexto do sistema de ensino superior, no qual
designa a educação de estudantes e o desenvolvimento de pesquisa em várias
áreas do conhecimento, uma vez que “universidade corporativa”
oferece instrução específica, sempre relacionada à área de negócio
da própria organização. Portanto, segundo a autora,
“universidade” para essas empresas é basicamente um artifício de
marketing, Apesar disso, os programas implantados pelas universidades
corporativas são, em muitos aspectos, similares aos das instituições
de ensino superior.
As
universidades corporativas não estão sujeitas a credenciamento pelo
poder público nem o diploma por elas expedido necessita de
reconhecimento oficial para ser aceito pelo mundo empresarial.
Os
conteúdos dos cursos e programas das universidades corporativas são múltiplos
e diversificados, segundo a natureza da organização, suas características,
sua categoria econômica, nível de abrangência, porte e cultura
organizacional, etc. A duração dos cursos é, também, bastante
diferenciada, variando de acordo com o aprofundamento e a natureza dos
estudos. Os cursos de conteúdo e duração mais densos são os
destinados à formação e desenvolvimento gerencial, sendo os mais
comuns os MBAs (Master Business Administration).
As
universidades corporativas podem oferecer cursos e programas com
características da educação formal, com o objetivo de atender a um público
específico e visando à migração de créditos, ou seja, ao
aproveitamento dos estudos realizados no ambiente da educação
corporativa para a educação formal. Podem, ainda, atuar na área da
especialização profissional, em cursos e programas de pós-graduação
(especialização ou mestrado profissional) ou de formação
profissional, em nível médio ou superior, ao abrigo da Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB e das normas editadas
pelo Ministério da Educação e do Desporto - MEC, incluindo ensino a
distância.
As
universidades corporativas que desejarem oferecer esses cursos e
programas devem buscar o credenciamento junto ao MEC, com base nas
normas vigentes:
Ö
Ensino a distância – Decreto nº 2.494, de 1998, e Portaria MEC nº
301, de 1998.
Ö
Educação profissional – Decreto nº 2.208, de 1997.
Ö
Pós-graduação: em nível de especialização – Resolução
CFE nº 12, de 1983 e em nível de mestrado (mestrado profissional) –
Portaria CAPES nº 80, de 1998.
No
Brasil, o surgimento das universidades corporativas se deu apenas na década
de 90, quando o treinamento não oferecia nada mais além do que algumas
qualificações. A universidade se preocupa não somente com o fator
“qualificar”, mas também com a apresentação de uma maneira
totalmente nova de pensar e trabalhar, para que os colaboradores das
organizações possam desempenhar papéis muito mais amplos no seu
ambiente de trabalho.
A
universidade corporativa se constitui em um fortíssimo pólo de irradiação
e consolidação da cultura empresarial, motivo pelo qual direta e
indiretamente deverão fazer parte do seu currículo as atividades
ligadas aos princípios, às crenças e aos valores da organização,
que funcionem com forte estímulo à consolidação da motivação dos
seus colaboradores.
É
o modelo de uso mais comum da aplicação do conceito de educação
corporativa, atuando como uma unidade independente de negócios,
vinculando as metas de educação, treinamento e desenvolvimento dos
integrantes da cadeia produtiva e de relacionamento da organização aos
seus resultados estratégicos, prevendo o retorno financeiro dos
investimentos, ou seja, sustentar-se e gerar lucros como as demais
unidades de negócios da organização.
A
universidade corporativa é um dos elementos que irá auxiliar as
empresas a migrar para a Sociedade do Conhecimento. Neste sentido,
Rodriguez (2003) diz que ela está orientada para o desenvolvimento de
competências críticas para que as estratégias da organização sejam
alcançadas, estando voltada diretamente para o resultado das empresas.
Neste caso, o investimento na capacitação das pessoas é visto como
uma das formas de abrir novas oportunidades de mercado e gerar novos negócios,
proporcionando assim um impacto direto nos produtos ou serviços
oferecidos.
Para
Meister (1999), são cinco as forças que sustentam o avanço das
universidades corporativas: a emergência da organização não-hierárquica,
enxuta e flexível; o advento e a consolidação da economia do
conhecimento; a redução do prazo de validade do conhecimento; o novo
foco na capacidade de empregabilidade ocupacional para a vida toda em
lugar do emprego para a vida toda; e uma mudança fundamental no mercado
da educação global.
Para
a autora, essas tendências compõem o cenário que torna compreensíveis
as sete competências atualmente básicas nas organizações, definidas
como “a soma de qualificações, conhecimento e conhecimento implícito,
necessária para superar o desempenho da concorrência”e fundamental
para a empregabilidade do indivíduo. Essas competências são:
Ö
aprendendo a aprender – pode
ser representada pela capacidade de análise de situações, de elaboração
de perguntas, de busca de explicações para o que não se compreende,
de pensamento criativo para gerar opções de aplicação do
conhecimento a novas situações, de experimentação do aprendizado em
diversas fontes e de incorporação do aprendizado à vida.
Ö
comunicação
e colaboração -
compreendem as habilidades de ouvir e se comunicar com os colegas, de
saber trabalhar, de compartilhar as melhores práticas com todos na
organização, de saber se relacionar com clientes, fornecedores e
demais integrantes da cadeia de valor.
Ö
raciocínio
criativo e resolução de problemas
- significa desenvolver habilidades para, ultrapassando dados
superficiais, criar soluções inovadoras para problemas inesperados,
sem orientação superior.
Ö
conhecimento
tecnológico
- trata-se do uso da informática para conexão com colegas do mundo
todo, possibilitando compartilhar as melhores práticas e recomendar
melhorias em processos de trabalho.
Ö
conhecimento
de negócios globais
- ou seja, visão do grande quadro global em que a empresa opera e
compreensão das implicações econômicas e estratégicas que envolvem
a gestão de um empreendimento comercial global.
Ö
desenvolvimento
de liderança
- é o estímulo para que os funcionários sejam agentes ativos de mudança,
em vez de receptores passivos de instruções.
Ö
autogerenciamento
da carreira
- trata-se do compromisso individual de buscar as qualificações, o
conhecimento e as competências requeridos, seja na função atual, seja
nos cargos futuro.
Com
a formação das universidades corporativas, as empresas podem garantir
que seus funcionários estarão sendo preparados para agir de acordo com
as necessidades de conhecimento, habilidades e competências que levarão
a empresa a estar competitiva no mercado globalizado, tudo de acordo com
seus princípios e valores. Outra importante característica é que a
partir da universidade corporativa, as empresas aumentam seu crédito
com a comunidade e com seus clientes e fornecedores, já que, além de
capacitar as pessoas de sua empresa, podem oferecer esta capacitação
para os funcionários de seus clientes e fornecedores.
8
- Missão, objetivos e princípios da universidade corporativa
8.1
- Missão – Consiste
em formar e desenvolver, de acordo com Eboli (2003), os talentos humanos
na gestão dos negócios, promovendo a gestão do conhecimento
organizacional (geração, assimilação, difusão e aplicação), através
de um processo de aprendizagem ativa e contínua.
8.2
- Objetivos – Para
que os funcionários se sintam mobilizados em formar uma força de
trabalho de altíssima qualidade, necessária para que a empresa tenha
sucesso no mercado global, Stur
(2003) diz que existem alguns objetivos, como abaixo:
Ö
Desenvolver
e instalar as competências empresariais e humanas consideradas
essenciais para a viabilização das estratégias de negociação.
Ö
Oferecer
oportunidades de aprendizagem que dêem sustentação às questões
empresariais mais importantes da organização.
Ö
Considerar
o modelo de universidade corporativa como um processo e não um espaço
físico destinado à aprendizagem.
Ö
Elaborar
um currículo que incorpore cidadania corporativa (preservação de
valores, tradições, cultura da organização, estimulando o orgulho do
funcionário e fortalecendo seu vínculo com a empresa), estrutura
contextual (proporcionar o conhecimento no contexto na qual a empresa
opera) e competências básicas (fornecer treinamento em várias competências
básicas do ambiente de trabalho - aprender aprendendo, comunicação e
colaboração, criatividade e resolução de problemas, conhecimento
tecnológico, conhecimento de negócios globais, desenvolvimento de
liderança e autogerenciamento da carreira).
Ö
Treinar
todos os colaboradores internos e externos da empresa.
Ö
Passar
do treinamento conduzido pelo instrutor para vários formatos de
apresentação da aprendizagem.
Ö
Encorajar
o envolvimento dos líderes com o aprendizado, inclusive como
facilitadores.
Ö
Passar
da alocação corporativa para a fonte de recursos próprios.
Ö
Ter
foco global no desenvolvimento de programas de aprendizagem.
Ö
Desenvolver
um sistema de avaliação dos resultados e dos investimentos.
Ö
Utilizar a universidade corporativa para obter vantagem competitiva e
entrar em novos mercados.
9
- Características gerais da universidade corporativa
As
universidades corporativas assumem diferentes características, segundo
Meister (1999):
a)
espaço físico
– muitas universidades corporativas contam com instalações próprias,
outras, com as instalações de instituições de ensino superior
tradicionais em regime de parcerias e outras não contam com qualquer
tipo de arranjo físico concreto, pois estão baseadas em redes eletrônicas
independentemente de espaço físico, constituindo o que se convencionou
denominar de organizações virtuais. Outras estão num meio termo,
mesclam algumas atividades presenciais com outras a distância.
b)
créditos reconhecidos e outorga de diplomas – cerca
de 25% das universidades corporativas oferecem créditos universitários
e 40% esperam começar a criar programas que garantam créditos
Esses
créditos têm validade a partir de uma parceria desenvolvida com uma
instituição de ensino superior tradicional que, a partir de critérios
negociados, assume a validade dos programas desenvolvidos pelas
universidades corporativas como créditos reconhecidos para a obtenção
de um diploma.
A
parceria entre as universidades corporativas e as instituições de
ensino superior tradicionais prevê uma troca de serviços entre ambas.
As universidades corporativas ganham com a validação dos créditos na
obtenção de um diploma, além da experiência dos docentes da instituição.
E a instituição de ensino, por sua vez, tem aumentado o seu potencial
de captação de alunos, em função dos incentivos para que os
empregados dêem continuidade aos seus estudos, além do ganho pela
aproximação com a realidade organizacional das empresas. No Brasil, a Boston
School, universidade corporativa do BankBoston, está buscando
acreditação de seu MBA junto à The International Association for
Management Education – AACSB, que é um órgão de acreditação
americano.
c)
composição do corpo docente
- a política de composição dos professores para ministrar estes
cursos de treinamento é variável. Algumas universidades corporativas
entendem que apenas professores universitários titulados podem
ministrar aulas, outras utilizam executivos da empresa e/ou consultores
externos como professores, e outras ainda se valem dos próprios
profissionais da empresa que, submetidos a um treinamento e preparação
pela instituição de ensino a qual estão vinculados em regime de
parceria, obtiveram certificado de professor-adjunto ou equivalente.
d)
clientela
- algumas das universidades corporativas extrapolam o oferecimento dos
cursos de treinamento para além dos funcionários da empresa,
estendendo-os a clientes, fornecedores, franqueados, outras empresas, e
até mesmo à comunidade externa em geral. Vale lembrar que a referência
aos clientes engloba todos os intermediários no processo de venda, ou
seja, revendedores, distribuidores, atacadistas e lojistas.
Tradicionalmente, esta expansão para outros stakeholders é
resultado do sucesso obtido pelo programa junto aos clientes internos e
motivado pela possibilidade de realocação de custos. Os programas
educacionais promovidos pelas empresas, durante muito tempo considerados
como um mero centro de custos, passaram a ser considerados como um
potencial centro de lucros, constituindo-se em uma forma alternativa de
captação de recursos financeiros para a empresa.
e)
origem do investimento
- as universidades corporativas necessitam de investimentos
significativos por parte das empresas às quais estão atreladas e, além
disso, o retorno sobre esses investimentos é de difícil medição. Não
surpreende, portanto, o fato de que essas iniciativas sejam encontradas
mais freqüentemente em grandes organizações. Por outro lado,
alternativas vêm sendo desenvolvidas para evitar a necessidade de
grandes investimentos. É o caso dos consórcios entre empresas não
concorrentes que compartilham necessidades de treinamento comuns e que têm
se associado a fim de obter redução de custos.
10
- Universidades corporativas e gestão do conhecimento
A
questão da gestão do conhecimento da organização é uma discussão
recente, de meados da década de 80, e que teve seu grande marco e
explosão a partir de 1990 com Peter Senge e seu conceito de organização
que aprende. Segundo Senge (1998), essas organizações do novo
paradigma são aquelas nas quais as pessoas expandem, de forma contínua,
sua capacidade de criar resultados, onde surgem novos padrões de raciocínio,
onde a inspiração coletiva é libertada e onde as pessoas aprendem a
aprender em grupo. É um local onde são inventados novos conhecimentos,
não como uma atividade especializada, mas como uma forma de conduta em
um local onde todos os funcionários são trabalhadores do conhecimento.
Se o assunto é aprendizagem, novas idéias são essenciais, mas não
bastam: a organização de aprendizagem deve ser capaz de criar,
adquirir e transferir conhecimento, bem como traduzi-lo em novas formas
de comportamento.
O
conhecimento está presente, no seio das empresas, nas áreas de
Pesquisa e Desenvolvimento – P&D, e Treinamento e Desenvolvimento
– T & D. As universidades corporativas, por sua vez, têm um
perfil proativo, enfoque estratégico, envolvendo também o conhecimento
a respeito da indústria em que a empresa opera (fornecedores, clientes
e concorrentes), do setor no qual está inserida e das competências básicas
do negócio. Segundo Alperstedt (2003), nessas condições a gestão do
conhecimento é de fato realizada no que compete ao subsistema de
disseminação do conhecimento, visto que a gestão de conhecimento, de
maneira geral, compreende diferentes subsistemas relativos aos processos
de identificação, criação, captura, organização, disseminação e
uso do conhecimento no ambiente organizacional.
11
- Universidade corporativa como fonte de vantagem competitiva
A
economia de mercado se tornou o único caminho de desenvolvimento
considerado pelo poder político de quase todos os países do mundo, por
isso a concorrência se tornou uma forma de relação onipresente.
Para
que as modernas organizações possam se preparar para enfrentar a
competição nos padrões da nova configuração internacional, Eboli
(2003) diz que é imprescindível uma revisão urgente na gestão de
recursos humanos. E este seria o principal desafio à gestão de
pessoas: gerar resultados que enriqueçam o valor da organização para
clientes, investidores e funcionários.
Neste
sentido, a educação corporativa será fundamental nesse processo, pois
ela representa a energia geradora de sujeitos modernos, capazes de
refletir criticamente sobre a realidade organizacional, de construí-la
e modificá-la continuamente em nome da competitividade e do sucesso. A
mesma autora enfoca que a educação corporativa favorece a inteligência
e o alto desempenho da organização, na busca incansável de bons
resultados. Não é por coincidência que o tema universidades
corporativas tem despertado tanto interesse nas empresas, pois as
universidades corporativas têm se revelado como eficazes veículos para
o alinhamento e desenvolvimento dos talentos humanos às estratégias
empresariais.
Para
Junqueira (2003), os diferenciais competitivos de uma universidade
corporativa são:
Ö
As parcerias com os consultores devem ser
alianças de natureza proativa, em que cada um se preocupe com a educação
dos talentos humanos requerida para o futuro.
Ö
Criação de uma cultura de empreendedorismo
em substituição à mentalidade tradicional.
Ö
Fixação e disseminação dos conceitos de
educação permanente, autodesenvolvimento e learning.
Ö
Pioneirismo no segmento em que atua.
Ö
Utilização da universidade como instrumento
de visibilidade institucional.
Ö
As participações eficazes nos programas de
treinamento, disponibilizados pela universidade, bem como a disseminação
dos conteúdos e práticas dos conceitos, reverterão em benefício do
treinando, como:
- contar
pontos para o sistema de gestão de competências e potencial;
- influenciar
no bônus/participação de resultados;
- permitir
maior acesso a oportunidades internas;
- permitir
acesso a outros treinamentos;
- servir
como base para prêmios qualitativos.
Ö
É importante desenvolver parcerias de longo
prazo com as consultorias-chave, universidades, fazendo com que estas
estejam altamente comprometidas com o projeto universidade corporativa.
Ö
Os facilitadores/consultores deverão conhecer
os negócios da empresa, seus valores e princípios, bem como a missão
da universidade.
Ö
Para validação dos resultados alcançados
com os programas da universidade, procurar mensurá-los por meio de
projetos/ações implementados com envolvimento anterior e posterior dos
líderes mediatos e imediatos dos treinandos.
Ö
Programas da Universidade valendo como crédito
em programas de universidades tradicionais.
Ö
Retenção de talentos e visualização de
oportunidades de desenvolvimento em um mercado altamente competitivo.
Ö
Com vistas
a mensurar os resultados da universidade, devem ser atrelados seus
processos a indicadores-chave (aprendizado e benefícios para o negócio).
12
- Conclusão
Devido
ao fato de as empresas estarem exigindo para seus funcionários uma
educação mais focada e mais alinhada em termos estratégicos, o mundo
acadêmico terá de redefinir seus negócios e até mesmo considerar a
operação de franquias nas dependências de seus parceiros
corporativos.
As
instituições acadêmicas, à medida que se sentirem mais confortáveis
em seu papel de parceiros empresariais, poderão descobrir que é útil
abraçar um leque maior de estratégias orientadas para o mercado, que
variam de uma presença local em uma organização ao licenciamento/merchandisind
de seu currículo, que será transferido de e para empresas e seus
parceiros de aprendizagem. A parceria entre as IES e as universidades
corporativas representa uma oportunidade.
Se
as universidades tradicionais não modificarem suas estruturas,
continuarem a não atender o aluno como cliente e consumidor de
conhecimento e não se orientarem para o mercado, as universidades
corporativas se transformarão em competidoras diretas da educação
formal.
De
toda forma, podemos dizer, conforme Trevisan, apud Almeida (1999), que
"as empresas serão cada vez mais escolas e as escolas cada vez
mais empresas".
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